sábado, 21 de agosto de 2010

Podia ser uma bela história de amor

Aproveitemos a mera coincidência de este post ter um título feliz, em todos os aspectos. Bem conseguido porque transmite uma certa aura de optimismo (como as nossas mais altas figuras da Nação nos pedem sem cessar) e não fere o orgulho de quem gosta de finais tristes. Agrada tanto a gregos como a troianos, uma coisa quase impossível como bem sabem os políticos. Não há consensos. Que o diga Carlos Queirós que apanhou um susto dos antigos quando lhe puseram um prato de polvo na mesa e atormentado com a bruxa da "Pequena Sereia" que por acaso tem a forma de um molusco deu um salto da cadeira ao ver no bicho as feições do Vice-Presidente da Federação, um rapaz que só por acaso não vai muito com a cara do nosso seleccionador nacional. Ficou-lhe desde pequenino, ou de mais novinho, quando com um bigodinho à Clark Gable saboreou a glória nacional com uma geração dourada que se foi esbatendo até perder o brilho. Queirós ganhou o jeitinho Calimero, foi aprimorando o seu lado fadista sofredor com a idade, e agora fala muito e mal. Esqueceu-se de ficar calado quando devia e de falar quando o país reclamava a justificação necessária ao que se passou na África do Sul, onde a selva de lesões e de escolhas timoratas autenticamente o engoliu... obrigando o país a salivar em seco.