segunda-feira, 15 de março de 2010

Separado da glória do poder, esperançado que a rota dos ventos o volte a empurrar para S. Bento- mesmo que um passado recente pobretanas em ideias, mendigo em actos e tão tem-te-não-caias na abordagem ao país, desaconselhe voos altos- o PSD reuniu-se em conclave, discutiu ideias e estatutos e fez a radiografia de si mesmo. Entre apelos à unidade, fidelidade, gritos histéricos e acordos de paz falhados, nada sai de Mafra para repousar nos anais da histórica. É certo que os ex deram o testemunho, qual certificado de garantia para um produto que estamos a pensar adquirir, mas omitiram a parte que justifica não continuarem com o bem na mão. Dilui-se a esperança da descida à terra de um novo sebastiânico líder, qual Messias agregador que seria a sobremesa perfeita para o manjar do conclave. Fechados no "convento" de Mafra, o fim-de-semana teve um som de cabaret com espectáculo, sound bytes e um perigoso selar dos lábios críticos a 60 dias dos actos eleitorais, num apelo falso à resignação e que pouco sentido fará. Parece que o novo líder seja ele qual for tratará de amarrotar esta proposta bacoca, que cheira a um ajuste de contas com o passado de Santana Lopes, que se deitou no divã e deitou para fora as mágoas passadas de ver o seu "bebé" definhar na incubadora. Foi moeda de troca? Numa pergunta sem resposta que tocou à campainha do inquilino mais famoso da Travessa do Possolo, passou por Belém à velocidade da luz. A mesma que leva para o esquecimento os discursos, as vontades, as promessas, as inquetações desabafadas. Foi um congresso económico, quase confrangedoramente pobre nas ideias...