sábado, 20 de fevereiro de 2010
Sei de fonte segura que o país inteiro anda intrigado. Este Portugal bisonho, triste e soturno que maldiz o frio, clama pelo sol que brilhe e destrua com os seus raios as teimosias de Pedros e de outros "boys", elevados a santos protectores de orelhas e de corpo inteiro no altar murcho da rosa pardacenta que resiste teimosamente. Negam qual apóstolo venerado o conhecimento ou participação nos negócios escuros postos às claras , três ou mais vezes, as que forem necessárias, até que outro galo- perdão rato- venha anunciar a nova aurora, o rasgar definitivo, cortando com a tesoura firme a época triste e decrépita que rasga as esperanças e condena sem piedade os Pinóquios desta vida, anemésicos ou esquecidos. Talvez, quem sabe, à espera do sopro que retire do arame onde se prendeu, a voz meiga e ténue dos Canibais, cuja prudência e astúcia de jogador de xadrez impede para já, de os salvar. A certidão de óbito política e espiritual essa já a passou o médico legista, os carrascos já esperam o momento certo para afiarem a faca, os abutres já se imaginam diante do frugal manjar. Tenho a tentação de invocar aqui a Maria Antonieta que soltou um "só mais um segundo", mas confesso que sou eu que sou mórbido e que gosta de ver sangue e tortura...
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