sábado, 20 de fevereiro de 2010
ROMA, 12- Vou sendo varrido pela angústia. Silêncio e sossego pesado. Qual palco do teatro que acabou, o público já voltou para as suas vidas, os actores já se desmaquilharam e vão um a um deixando um até amanhã. Parto com o sentimento de um país que põe a meia haste a sua bandeira. A parte sofrida e difícil que me espera está tão próxima que tremo só de pensar em esticar a mão. Vou-me agarrando às sensações do presente- afinal de contas a forma mais recente de passados- enevoando-me pelas escadas da piazza d'espagna qual manequim com trejeitos de auto-estima em cima. Penso na mala já feita. A tormenta de amassar tudo, de apertar a roupa e fechar a cadeado esta etapa, voltando daqui a nada para os sítios que conhecemos melhor. Esperam-nos, não há nada a fazer.... É este o nosso fado!
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