sábado, 20 de fevereiro de 2010

Chegaram atrasados?

Com alguma lassidão o Arsenal convenceu o FC Porto de que estava pouco importado neste jogo. As lesões e os castigos sustentavam a estratégia, a magnifica grandeza do pregaminho do nome brasonado que ostenta ocupam a outra folha onde Wenger rabiscou a intenção de no avião para Londres levar consigo a menor derrota possível. O dragão jamais deu mostras de que conseguiria mais do que aquilo que fez: equipa modesta, maneirinha a trocar a bola, claramente alimentada para voos bronzeados ou prateados intra muros, mas curta para ousar respirar na alta-roda europeia. Claro que não tem culpa dos desacertos da fortuna do Arsenal que impediram os britânicos de trajarem de gala, que pode bem com a distracção do árbitro que mandou o nome do visitante do Dragão para as urtigas e permitiu que a sagacidade e o sentido predador de um FC Porto momentaneamente inspirado colocasse uma vantagem de um golo no caderno de encargos azuis e brancos. O golo britânico pode pesar que nem chumbo, pois impõe na acta dos resultados desta ronda da Champions o mais cruel e difícil dos resultados para os anfitriões do primeiro jogo. Se cairem na tentação de tentar segurar com unhas, dentes, viseiras e soqueiras a magra vantagem, os portistas assinarão a sua sentença de morte, e podem provocar outros risos escarnidos a Wenger, o mesmo que desatou num ataque de sorrisos que lhe fizeram accionar todas as entranhas há mais de um ano atrás. Não pode Jesualdo fazer outra coisa senão esfregar os olhos, repetir os avisos de que em Londres há que marcar um golo salvador, convencendo o Arsenal que chegou atrasado à contenda...

Um comentário:

Anônimo disse...

que mau!