Eram 23h 30 minutos TAG- menos uma hora na Madeira, menos duas nos Açores e menos quatro nas províncias ultramarinas- juro que não invejo os locutores de noticiário que em tempos antigos tinham de providenciar esta informação a quem os ouvia- quando a Charlise Theron se desfazia no mais profundo pranto. A França tinha acabado de deixar a última gota de suor no relvado de Saint Denis e fazia a festa com direito a foguetório no palácio do Eliseu, deixando a Irlanda apeada já com a mala encravada na porta de embarque do avião para a África do Sul. O golo da polémica e que deixou a cara da Charlise feia, tinha sido marcado com a ajuda da mão que passou despercebida ao árbitro, talvez crente de que Thierry Henry tivesse nascido maneta e que por isso nada tinha havido de irregular na jogada que fez com que os gauleses abrissem os braços- uma expressão que vem a propósito. Desconsolada a simpática loira lá teve de confortar a cara metade, irlandês, com muitos miminhos e algumas carícias que deixo à imaginação do leitor por não possuir dados concretos. Aliás, só de pensar nisso já me roo de inveja, que é um pecado mortal, mas que deve merecer toda a absolvição por se tratar da Charlise, uma rapariga tão simpática e que deve ter como eu uma aversão a franceses desde pequenina. Nunca gostei do Asterix, esse palmo e meio de gente que me irritava por chamar loucos aos romanos, logo eu que simpatizo com o Marco António por ter ficado com a Cleopatra do nariz imperfeito deixando o coitado do Júlio César a chuchar no dedo mindinho.; não acho a mínima piada às pirâmides do Louvre; a Mona LIsa é tão pequenina que se precisa de uma lupa para a ver. Tenho pena que a Charlise não tenha alguém com quem protestar durante o Mundial, isto porque o namorado irlandês não conta para as contas finais da competição. Se ela quiser, eu acompanho-a à sua terra natal e puxamos cada qual pela respectiva selecção e no fim que ganhe o melhor. QUando perderem, prometo que lhe enxugo as lágrimas. Confesso que me pareceu que foi o que Armando Vara ontem quis na RTP: que Judite de Sousa lhe secasse os olhos. Comovido com o discurso do self made man, jurando a pés juntos a inocência e uma vida angelical e que deve ter feito o Vaticano apurar o ouvido para começar o processo da canonização, fez mal as contas de que o juiz de Aveiro lhe acabasse com o pesadelo acendendo-lhe a luz. Pelo contrário turvou-lhe as contas, ao estilo do Guterres que se atropelou um dia nos números do PIB, ou do ministro Mário Lino que provocou uma irritação na barba desse prosador de escárnio e mal-dizer do reino chamado Pacheco Pereira ao baralhar por completo o preço do Magalhães.... Talvez estejam à espera do colinho da Charlise...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
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