sábado, 13 de junho de 2009

Ai Jesus... é preciso sofrer tanto?

Os votos de amor eterno, jurados e benzidos pelo padre já parecem pertencer ao passado não muito distante em que para a posteridade exibiam o sorriso próprio dos felizes. Pareciam talhados um para o outro. Para no bem e no mal, na saúde e na doença, Braga e Jorge Jesus se apoiarem e ampararem. O treinador, devoto da cidade e do clube que ganhou projecção europeia de encantador de uma serpente que sibilava bom futebol e o Braga, agradecido, grato pelo futebol que brotava dos pés dos seus jogadores, que maravilhou a Europa. Mas o aceno da Luz, cortejado às escondidas, com mensagens sibilinas no telemóvel ou nas páginas dos jornais azedou o romance. Condenou-o a um fracasso, que os próximos dias se encarregarão de confirmar. As malas, já Jesus as tirou do sótão, já as fez e tem o cartão de embarque bem visível: Destino Lisboa, a capital dos sonhos, das quimeras do velho império. Um chamamento que não podia falhar. Uma marca no seu percurso de treinador. De apito ao peito comandar a águia na sua ressurreição nacional e quem sabe internacional, depois de se ter provado a veracidade do adágio que desaconselha treinadores espanhóis. Agora, preso pelos valores da indeminação, Jesus prova e faz saber que não é feliz em Braga. Roi a impaciência, tenta convencer, Salvador, o presidente a deixá-lo partir, mas esbarra na teimosia do "sogro" cioso do que é seu por direito...

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