segunda-feira, 8 de junho de 2009
Adeus, Rosinha
Nunca gostei de rosas. Assim sem maiúscula, porque não se trata de nome próprio, mas sim da flor. Acho desactualizada e própria de amantes sem imaginação a oferta à pessoa amada acompanhada de palavras lânguidas e de sentimentos confessados ou partilhados. Seja amarela, encarnada, branca ou cor de champanhe, repleta dos seus múltiplos significados que ontem alguns políticos tentaram desvalorizar ao ver no tempo do manjerico e das cerejas o seu perfume esvair-se e a fragância a laranja- um cheiro incomodativo para as mãos- tomar conta do país, num claro sinal de que os ciclos são efêmeros. Leva tempo a aprender, esta lição clássica da política, ao ver Vital e Socrates no palco naquele palanque com um ar carrancudo, mas com palavras onde sibilinamente detectei alguns indícios de mau perder, dei por mim a pensar que nem nos pesadelos mais amargos previram a possibilidade de a derrota ser tão expressiva. Talvez nem sequer tenham rabiscado na véspera enquanto o país reflectia um discurso tão pouco simpático. De nada serve apregoarem aos quatro ventos que ambos perderam, que fizeram asneira, um na escolha o outro na campanha, porque o sentimento que foi visível foi um mero lavar de mãos, estilo o povo decidiu, mas a importância destas eleições não nos faz perder o sono...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Olha que aqui não estamos de acordo que eu de rosas gosto muito.Gosto do desenho das rosas, das cores da rosas do simbolismo do que das rosas se pode recolher e sobretudo gosto muito das que tem perfumes arrebatadores que podem ajudar a libertar o stress de um dia menos bem corrido.
Quanto ás eleições ao Ps ao Psd etc e afins .
Pois é , há que dar espaço a todos para que todos se mostrem e bem a quem vota.Foi o caso.
Uns perderam e ficaram triates, outros ganharam e explodiram em delicias (talvez se tivessem mesmo julgado transportados até lá , ao jardim;))-outros ganharam mais e começaram a pôr os deditos em riste , outros ganharam menos mas tambem ficaram felizes,é assim em democracia e é tão bom.Porque para quem ainda se lembra dos tristes tempso em que não havia não há eleições que não sejam boas.
Agora cuidado com aqueles que se põe em bicos dos pés que esses normalmente arrastam outros para o desiquilibrio;)
Té logo agora tenho que ir tratar do jantarinho!
Postar um comentário