Não sei se José Sócrates, na adolescência, terá passado os olhos pelos livros de banda desenhada do homem morcego mais famoso do mundo. Se não o fez, pode muito bem pedir emprestado ao dr. Paulo Rangel que se não lhos ceder é só pedir que eu trago de casa. Encontrará seguramente a figura do Duas Caras, que deixava nos desígnios de uma moeda a arbitrariedade das suas opções maléficas para aterrorizar Gothan City. Harvey Dent de seu nome real, Tomy Lee Jones no cinema, no filme Batman Forever, era uma personagem sinistra.
terça-feira, 31 de março de 2009
Com o caso Freeport em combustão a ameaçar detonar a credibilidade política e pessoal do Primeiro Ministro, Pinto Monteiro falará hoje ao país. Não de viva voz. Mas através de um comunicado. Refugia-se das perguntas incómodas que os jornalistas os criadores das " campanhas negras" e utilmamente os responsáveis máximos por todos os males do Mundo em que vivemos, lhe iriam de microfone estendido e gravador em riste fazer. Ocas, de circunstâncias ou incisivas, as palavras do procurador não deixam de marcar a agenda. Por surgirem que fala tarde demais, apenas depois de ser acossado pelo novel presidente do sindicato dos Magristrados, que foi a Belém lamuriar-se e "obrigar" Cavaco a tomar posição e quem sabe a falar, pedindo que o mais alto magistrado da Nação force a investigação a continuar, para tormenta de Sócrates, para quem cada vez mais o presidente da República faz o papel de Wile E. Coyote nas aventuras do Bip-Bip, é um desmancha-prazeres, o tal arqui-rival, que as lembranças de tempos idos com Soares em Belém fazem reavivar... Mas tudo pode não passar de um equívoco lexical e para o primeiro ministro tudo isto, ao contrário do que as aparências sugerem possa não passar de umas leves palmadas nas costas. A ver vamos como reage Cavaco, se morde o isco, ou se até às eleições descobre uma outra maneira de mediação de forças com quem gere o Governo... Mas mais importante do que isso, o que dirá Pinto Monteiro...
domingo, 29 de março de 2009
A vida está negra?
Mesmo molhada, com telhas a cair e água a pingar, a nossa casa não deixa de ser sempre a nossa casa. Judy Garland conclui-o no fim do "Feiticeiro de Oz", Macaulay Culkin passou quinze dias "sozinho em casa". Os exemplos podiam continuar, mas ao olhar para Portugal, parece que despreza o lar. Será que esta selecção tem nas veias o espírito aventuroso e garboso dos velhos antepassados que partiram rumo ao oceano desconhecido debaixo dos choros e lenços brancos de Belém que salgaram o Atlântico?Uma vitória em Malta- a única que conseguiu- , seguida de uma derrota "estranha" com a Dinamarca em Alvalade, um empate "tem-te-não-caias" na Suécia, que ontem a selecção fez questão de devolver na mesma moeda, e um esquisito nulo em casa com a Albânia, transformam a agonia em neurose. Desde 2000, que Portugal foi cliente assíduo dos "Euros" e "Mundiais" e quando tinha a oportunidade de voltar a África, para saldar contas de um passado colonizador, embrulhou-se nos seus próprios equívocos e deixa um país de lágrima ao canto do olho à beira de um ataque de nervos. Até quando vamos continuar a sonhar com o continente "negro" ou já é tempo de assumir que a vida está "negra"? Não pode sonhar com uma qualificação quem tanto ponto deita fora... e perante os seus indefectíveis.
Como ir a África sem um ... matador?
O resultado, igual ao de Estocolmo, não serve. Agarra Portugal ainda mais à velha máquina de calcular, que os tempos recentes de protecção de Nossa Sra do Caravagio dispensavam. Só a vitória interessava. Rolando ensaiou, Ronaldo testou, Deco tentou a sua sorte e o resultado foi invariavlemente o mesmo: desespero na bancada e no espírito dos jogadores que almadiçoam a pontaria desorientada que demonstravam. Por vezes rematar muito não significa rematar bem e os sete pontos que Portugal já deixou escapar em casa como areia pelos dedos em casa, podiam fazer muito jeito na conta final que quase impele Portugal a ver o próximo Mundial pela Tv. Sina antiga... É certo que o jogo roubou Bosingwa cedo demais, que Danny não é um matador capaz de dar estocadas finais no adversário, que Deco deu um ar da sua graça, que Pepe e Meireles demonstraram toda a sua elasticidade- parecem feitos de gelatina, que as mãos de Eduardo chegaram a arrepiar, mas a vaza da sueca ontem não correu bem. Faltou ser letal, e para ser "matador" em África isso é preciso...
sexta-feira, 27 de março de 2009
desculpe tem uma aspirina?
A minha cabeça doí sem cessar desde há quatro dias. Começou tímida, a apalpar terreno, com um jeito delicado e aprumado, insinuando os seus encantos com o canto da sereia malévola. Mal conquistou alguma confiança foi alargando o seu terreno, olhando de soslaio para o meu mal estar. Confesso que nunca me lembrava de ter tido a cabeça tão problemática. Nem nas vésperas dos exames da faculdade, a grande tortura das horas que nunca mais passavam, da matéria que parecia esquecer num compartimento longínquo da memória me sentia tão desconfortável. O dia em Lisboa, ontem, correu bem. Aquela luz encanta-me e Belém e as suas docas são um refúgio calmo para o final de dia a olhar o Tejo e a sonhar ter a coragem henriquina para me meter na caravela e desbravar o oceano desconhecido. Mas nem isso me sossegou a dor. Pensei que fosse sono, mas rapidamente percebi que deve ser algo mais do que isso. Não fumo, não bebo, doces não são o meu forte nem a minha tentação, o meu único vício é a coca-cola que me faz ter alguns quilinhos a mais, mas não é um pecado por aí, digo eu. Já pensei em ler o tarot da Maya mas não diz quando é que ficarei melhor. Talvez me doa a cabeça para eu me lembrar que amanhã vou ter de jogar no Euromilhões... Oxalá a sra dor de cabeça me inspire na hora de colocar as cruzinhas... e assinale condignamente a minha estreia nos jogos da sorte/azar... Pelo caminho vou pedindo a quem passa: desculpe, tem uma aspirina?
segunda-feira, 23 de março de 2009
Ressureição e ... esmagamento
Para que não houvesse dúvidas, Pedro Silva fez questão de mostrar o peito ao árbitro. Exibiu-o num estilo agressivo, com Lucílio Baptista a ter de arregalar os olhos- à Collina?- não fosse o jogador exceder-se na aula de anatomia e mostrar que a mão e o braço são partes autónomas no corpo. Pelo que se percebeu ontem, Lucílio não se apercebeu do acto reprovável do jogador. Como ignorou momentos antes que ao seguir a indicação do segundo assistente- o mais distante do lance- estava a dar um suplemento vitamínico ao Benfica para encarar o quarto de hora final do jogo, num xarope docinho dado na boca encarnada e com sabor a óleo de fígado de bacalhau para o paladar do leão. Fica-lhe bem pedir desculpas. Assumir o erro que o acaso de um fiscal de linha distraído e mal posicionado foi incapaz de emendar, mas o injustificável foi a permissividade com que depois tratou o Sporting, como se conseguisse emendar a mão e reparar o estado perturbado de que deu mostras. Se pudesse, o árbitro de Setúbal teria esmagado a águia com a própria mão e feito com que o Sporting levantasse a Taça... E com o árbitro varreu-se da memória a coragem de Quique em apostar numa final num reforço atacante, nunca se chegou a perceber quem queria mandar e desmandar no jogo... apenas percebemos que vamos por mais sete dias continuar a falar da arbitragem pelas mesas de café, bancos de jardim e entre duas baforadas de cigarro do almoço...
sábado, 21 de março de 2009
O estranho caso do penalti travesso
Dizia-se que era o jogo dos oprimidos. Os vizinhos, que se provocam e invejam desde que a memória se lembra, pareciam empatados nas feridas bem recentes que um Bayern e um tal de Vitória de Guimarães lhes cravaram na carne. Não são daquelas que incham, desincham e passam, mas sim mais profundas, ameaçam cicatrizar e deixar marcas bem visíveis até ao final da campanha. A Taça, que era da Liga, e em tom jocoso, baptizada como sendo da cerveja, poderia salvar o resto da temporada e evitar a quem a erguesse uma demorada e urgente consulta ao psiquiatra e deitar irremediavelmente quem saísse derrotado longas horas no divã. Saiu a rir o Benfica, a chorar o Sporting. De Alvalade o coro de insatisfação por mais uma vez ter sido a onze metros de distância para a baliza que se decidiu a final, como acontecera no ano anterior quando o adversário era o Vitória de Setúbal. Com a agravante de ter sido de penalti que o Benfica conseguiu prolongar a agonia de levar o jogo empatado depois de esgotada a hora e meia. Lucílio Baptista equivocou-se e com ajuda do auxiliar, mas a verdade é que o leão parecia estar a escrever pelo seu próprio punho o capítulo do jogo que sugeria que o Benfica iria empatar. Recolheu-se cedo demais, estava perdidamente disposto a conceder espaço e faltas próximas da sua área ao adversário a quem competia fazer pela vida, já que era leonina a vantagem. Pensou o leão, cedo demais que a vitória não lhe fugiria, que lhe bastaria alimentar a vantagem a pão e água. Equivocou-se e num corte pateta em que Lucílio e o auxiliar julgaram ver o braço onde deviam ter visto o peito, assinou a sentença de morte. A mão de Quim- numa exibição quem sabe para Queirós ver- e a perícia de Carlos Martins, enjeitado pelo Sporting, colocaram o troféu na vitrine da Luz, mas em boa verdade, em função do que se passou, nem um nem outro mereciam ganhar. Porque se equivaleram na inconsequência e na fragilidade de um jogo vezes sem conta parado, no somatório astronómico de passes transviados e na inconsequência do joguinho cada vez mais previsível, a tal ponto que era fácil de adivinhar o que traria a jogada seguinte.
Obrigado minha senhora!
A voz escorria-lhe em decibéis finos, como se pedisse licença para falar. Meiga, com pronúncia do norte acentuada, fez-me ver durante duas horas que o Bencio del Toro cometeria a proeza que nenhum outro homem até ali fora capaz de fazer: levá-la ao altar. Pensando bem, minutos depois, consultada a memória, juntaria o nome do actor Diogo Infante ao rol de possíveis noivos. "são dois borrachos", atirava em surdina, vezes sem conta, fazendo com que a minha atenção oscilasse vezes demais entre a vida do guerrilheiro argentino a tentar abrir caminho para a Sierra Maestra e a sua própria vida. Enrugada, de sacrifício, como mostravam as mãos que agarravam com uma força estranha um saco verde da Husell. Talvez aquele desabafo de duas horas fosse o bombom que esperava durante alguns meses. Nunca casou, não sei se escreveu algum livro ou se já plantou uma árvore. Apenas sei que não vi o "Che" como devia, o que embora me aborreça me fez sentir feliz, por ter sido o feliz confidente de quem precisava... Não lhe sei o nome, nem tão pouco o nº de telemóvel, mas talvez a encontre quando for ver a parte II do filme... Quem sabe se aí não serei eu a falar?
quinta-feira, 19 de março de 2009
Nada Bento não senhor!
O Mundo inteiro abriu a boca de espanto, incrédulo a duvidar das suas próprias orelhas. Teria mesmo o papa dito aquilo? Aquelas palavras descabidas saíram mesmo da boca do chefe da igreja católica na sua peregrinação por África? Impensável, mas ouvidas de novo, as declarações de Bento XVI não chocam. Pelo menos são previsíveis. Basta ver a igreja actual. Muito recatada e púdica para o exterior, muito não "olhes para o que eu faço vê só o que eu digo", mas cheia de telhados de vidro cujas telhas ameaçam ruir à mais leve brisa. Basta como eu estar três vezes na praça de S. Pedro, sentir aquela praça abafada de gente crente, visitar a basílica para desacreditar tudo o que os evangelhos pregam e a catequese ensinou. Humildade? Fausto, novo riquismo talvez, e não é preciso apanhar o avião para Roma. O exemplo do mercado da fé mora neste país, onde dizem Nossa Sra apareceu por três vezes no topo de uma azinheira a três humildes pastorinhos. Quanto às palavras do papa elas não são ruído. São a continuidade de um pensamento tolhido e caquéctico que o seu antecessor já havia lançado. Quanto tempo mais precisarão de perceber que os tempos mudaram? E há novos dogmas?...
quarta-feira, 18 de março de 2009
O meu divórcio com as telenovelas deu-se há cerca de sete anos. Por mútuo acordo, amigavelmente, sem gritos estridentes, nem loiça escancarada no chão, sem ressentimentos de qualquer espécie, deixámos de nos falar. Apaguei o número, mudei o meu, embora saiba que me pisca o olho várias vezes com mensagens "vê-me" postadas nas capas das revistas com as notícias dos seus amores lânguidos, paixões impossíveis de sonhos de mil e uma noites, na tentativa desesperada de voltar a chamar-me a atenção. Berra a plenos pulmões, envia-me mensagens pelos amigos mais próximos que se podem traduzir num "interessa-te por mim". Tarefa árdua esta. A vida não me diz respeito, trilhámos caminhos diferentes e ainda sou bastante autónomo para delinear o que quero fazer e com quem falo. Não consigo deixar de ser de uma sensibilidade de pedra relativamente ao romance-mais um- de Cristiano Ronaldo, o galã de Manchester e da selecção por Chamartin, num piscar de olho malandro que se estende desde o Verão. Não me atrai a história. Acho-a um cliché, já visto, revisto por esse mundo fora, e não perco tempo na fila para as pipocas nem para a coca-cola para ver esse filme que se ameaça tornar no blockbuster do Verão. Vista a camisola branca do Real ou a azul do Chelsea- como sonhou Scolari...-, ou continue de vermelho vestido sob as ordens de Ferguson, é-me totalmente irrelevante. Não é segredo para ninguém que nunca morri de amores pelos encantos do rapaz, pela sua vaidade e falta de humildade que passeia tanto no relvado como na vida... pelo menos ainda não me consegui esquecer do ar de "Nenuco chorão" quando ficou em terceiro na eleição de melhor jogador do Mundo....
terça-feira, 17 de março de 2009
Inevitavelmente... Felipinho!!
LONDRES- A torre da tortura. Confesso que julguei que me iria arrepiar ao percorrer aqueles trilhos de prisioneiros célebres que por ali vaguearem por serem vozes da oposição aos mandos e desmandos do rei. Achei, sem ironia, um sítio ideal para se fazer um piquenique. Nada austero nos traços, as torres nada imponentes. À minha frente, um grupo ordeiro de japoneses seguia qual formiguinhas bem comportadas o trilho imposto pelo diligente guia da bandeirinha encarnada. Decidi juntar-me ao grupo. Para aprender. Os mesmos olhares de dúvida multiplicados por quarenta. Os passinhos deslizados como as bailarinas cujos pés não se vêem no palco. Páro diante da almofada azul. Sorrio. Foi ali que Ana Bolena perdeu a cabeça, anos depois de ter sido a grande esperança da coroa e desse louco Henrique VIII, anafado e gorducho, mas que a mais recente série de Tv transformou num bem-parecido monarca. O telemóvel toca. O sinal irritante da mensagem. Não lhe presto atenção. Vibra com insistência, apelando ao meu lado sensível. Passo-lhe a mão para o desligar. Num impulso. Continuo a minha viagem pela última morada exígua nas celas. Imagino-me o carrasco. Rosto oculto, machado na mão, ar impiedoso... Mal sabia eu, ironia das ironias que nesse dia Scolari estava a ser decapitado como treinador a poucos quilometros de mim...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Podem engomar o fato do tetra!
Não foi sublime, tão pouco majestosa, nem sequer empolgante, a resposta portista aos três pontos com que os leões maquilharam a tristeza europeia e que o Benfica viu fugir em plena "catedral" para as mãos de um Vitória que se atravessará no caminho portista dentro de vinte dias. Foi uma exibição utilitária, onde o verbo desperdiçar voltou a ser conjugado,com os erros do árbitro a enervar a bancada e o sabor da pastilha do tetra que Jesualdo quer mascar a parecer estar cada vez mais no palato do dragão.
quarta-feira, 11 de março de 2009
O gato masoquista
MUNIQUE- Como começar? Como explicar em palavras aquilo que o resultado diz e o decorrer do jogo não é capaz de desmentir. Nem mesmo a estatística, a boia de salvação de alguns treinadores em apuros é capaz de abonar a favor de um leão que acabou de se vergar ao resultado mais negro de toda a sua vida europeia. Os sete golos que marcou em tempos na baliza da águia e que ainda hoje eram recordados como motivo de orgulho para ridicularizar o rival, foram os mesmos que Patrício sofreu, um deles marcado pelos pés de um colega.
Fácil, muito fácil. Já se sabia que o Bayern subiria aos quartos e o leão sairia de cena europeia vergado pela humilhação de Alvalade. mas ninguêm era capaz de prever um gatinho tão amorfo, tão timorato na noite de Munique. Assustado e ferido, apenas ensaiou um tímido rugido quando Moutinho bateu But, e quando os bávaros tiraram o pé do acelerador- início da segunda parte. Se este era o jogo da redenção- Veloso e consigo próprio-foi um falhanço total. Asfixiado sem poder para mais, o Sporting vegetou no relvado, incapaz de demonstar vontade e talento para militar na mais alta esfera europeia.
Fácil, muito fácil. Já se sabia que o Bayern subiria aos quartos e o leão sairia de cena europeia vergado pela humilhação de Alvalade. mas ninguêm era capaz de prever um gatinho tão amorfo, tão timorato na noite de Munique. Assustado e ferido, apenas ensaiou um tímido rugido quando Moutinho bateu But, e quando os bávaros tiraram o pé do acelerador- início da segunda parte. Se este era o jogo da redenção- Veloso e consigo próprio-foi um falhanço total. Asfixiado sem poder para mais, o Sporting vegetou no relvado, incapaz de demonstar vontade e talento para militar na mais alta esfera europeia.
sábado, 7 de março de 2009
Quem foi que disse que o dragão enjoava no Mar?
A meio da viagem, ninguêm previa ou ousaria supôr o desnível que o resultado sugere. No balneário, Mota e Jesualdo recordariam uma primeira parte equilibrada, embora mais pintada de azul no número de oportunidades perdidas e no resultado. Mas a segunda parte que até começara com a promessa de um Leixões atrevido, ataque municiado pelos pés de Chumbinho desequilibrou a contenda, tendo o marcador assumido contornos de goleada. O dragão mostrou estar danado. Cuspirá fogo 4ª feira e caminhará seguro para os quartos da Champions?
ao intervalo...
Entraram eléctricos, ligados a uma corrente de uma voltagem excessivamente alta para o que o resto do jogo viria a demonstrar, arrefeceram depois mal as defesas deixaram de cometer tantos erros, assumiram a esterilidade em trocas de bola, passes descabidos em bocejos vindos da bancada, para depois a vantagem pender para o FC Porto, que valha a verdade era o menos estéril, porque o Leixões usava e abusava da meia distância. Em vão. Do outro lado os ameaços que a velocidade de Hulk provocava, e na marca do onze metros, o Lucho do costume aproveitou o ligeiro atraso de Beto (de malas aviadas para o Dragão?) para colocar o dragão na frente... aproveitando a mão marota de Hugo Morais. Resignado e ferido no orgulho, Mota fez sair do banco Chumbinho,que fabricou o lance mais perigoso que o Leixões fez na primeira parte, servindo Angulo para um remate que falhou o alvo.
terça-feira, 3 de março de 2009
Um apagão inesperado!
Era o dia! O país acordou eufórico, espreguiçou-se ainda ensonado pela tal campanha negra com que o 1º ministro preenchera os noticiários da véspera, dedo em riste apontado à comunicação social, e preparava-se para um jogo para ninguêm colocar defeito. Ainda por cima, o clássico que era o último, prometia vibrações fortes. Em vão. Afinal de contas, no Dragão aquele joguinho entediante e medonho do gato e do rato, entre um FC Porto de nada e um Sporting de coisa nenhuma, de ambições congeladas e medos expostos ao ridículo. Ali, naquele espaço exíguo, que mais parecia uma cabine telefónica, degladiavam-se em faltas e faltinhas, que a incompetência de um árbitro foi incapaz de travar. Queria mais o FCPorto, podia tanto o Sporting. Entre passes doidos que se agradeciam de parte a parte para logo depois se encomendar a devolução, a baliza praticamente não existia. Era adorno com direito a guardião, não fosse quebrar-se num pontapé incauto, de inspiração momentânea. Por isso, caros leitores, a verdade é que pior era mesmo impossível!!!
Assinar:
Postagens (Atom)